Ranking de Internacionalização das Empresas Portuguesas (RIEP)

O INDEG-ISCTE Executive Education, em colaboração com o Núcleo de Estratégia e Negócios Internacionais da Fundação Dom Cabral (FDC) e com o apoio institucional da aicep Portugal Global, apresenta anualmente o Ranking de Internacionalização das Empresas Portuguesas (RIEP).

O RIEP pretende ser um instrumento de medição do desempenho e de disseminação das práticas adotadas pelas principais empresas do país, na conceção e implementação das suas estratégias internacionais. A partir de uma metodologia desenvolvida e testada pela FDC, produzir-se-á conhecimento relevante para a criação de valor nas organizações.

O RIEP centra-se anualmente num tema específico ligado à internacionalização, fornecendo dados e provocando reflexões sobre o percurso das empresas portuguesas com presença física no estrangeiro, quanto aos principais desafios enfrentados e em relação às tendências gerais da gestão internacional.

Espera-se que o conhecimento criado com este estudo possa contribuir para uma melhor compreensão do processo de internacionalização das empresas portuguesas, por parte das mesmas, dos governos, da academia e da sociedade em geral.

Objetivos

  • Monitorizar o processo de internacionalização das empresas portuguesas e ordená-las de acordo com o seu grau de internacionalização;
  • Divulgar e dar visibilidade a um conjunto de indicadores que reflitam o grau e a evolução da atividade internacional das empresas portuguesas;
  • Caracterizar as estratégias de internacionalização das empresas portuguesas e as principais práticas de gestão que as suportam;
  • Promover a criação de conhecimento relevante para o desenvolvimento da dimensão internacional das empresas portuguesas.

Metodologia

O RIEP assenta numa metodologia desenvolvida e testada pelo Núcleo de Estratégia e Negócios Internacionais da FDC, que desde 2006 publica o Ranking FDC das Multinacionais Brasileiras.

Critérios de elegibilidade de empresas

As empresas participantes obedecem cumulativamente aos seguintes critérios de elegibilidade:

  • Possuir capital e controlo maioritariamente português;
  • Possuir presença física no estrangeiro, a partir de subsidiárias tais como:
    • Escritórios de vendas;
    • Depósitos e centrais de distribuição;
    • Unidades de montagem e fabrico;
    • Unidades de prestação de serviços;
    • Agências bancárias;
    • Centros de investigação e desenvolvimento;

No presente estudo não foram consideradas elegíveis empresas que apenas exportam ou que atuam no estrangeiro somente através de representações ou parcerias sem participação no capital.

Índice de Transnacionalidade

O cálculo do grau de internacionalização das empresas portuguesas é realizado através do Índice de Transnacionalidade desenvolvido pela UNCTAD - United Nations Conference on Trade and Development. O Índice de Transnacionalidade é obtido através da seguinte fórmula:

O Índice de Transnacionalidade, assim como os sub-índices que o compõem (ativos, receitas e colaboradores), varia entre zero (mínimo) e um (máximo).

A utilização do Índice de Transnacionalidade da UNCTAD traz algumas vantagens. Por exemplo, a sua multidimensionalidade (receita, ativos e colaboradores) facilita a comparação entre empresas de diferentes setores, uma vez que cada uma delas apresenta formas de atuação distintas no estrangeiro. Adicionalmente, diversos estudos empregam o mesmo índice para analisar empresas de outros países, o que facilita a comparação do grau de inserção internacional de empresas portuguesas com empresas originárias de outros países.